Mais um sábado se iniciara e para mais uma festa a família estrela e suas ramificações se juntavam numa cidade quase à beira sol. Mais um dia de refeições pegadas e de muita conversa já se previa. Já batia na hora de almoço quando a minha presença se fez notar, e muitos dos normais intervenientes já se encontravam no local. O pormenor que se fez notar é a mudança do local do costume, porque o o figurino era mais do mesmo. Assim que cheguei deparei-me com o pai César de volta das carnes, é um facto que ele entende bem do assunto. Os pianos de entrecosto, e as febras de picanha já se faziam cheirar ao longe, e que bom este cheirinho. Um estranho já ali se encontrava e de pronto foi apresentado e cumprimentado, mal ele sabia do filme que estava a participar. depois de subir as escadas deparei-me com o resto da malta, tinha um feeling que a velha Júlia estava de volta do saboroso molho de tomate, e do feeling não me errei. Ora o belo do repasto estava a ser preparado, preto não sabe conviver falar nem festejar de barriga vazia. Depois entre cumprimentos, de muitos que já não via à alguma tempo e de outros que nem sequer conhecia, o ritual da festarola deu inicio. Hummmmmmm aquele belo cheirinho da boa comidinha, mas desta vez com uma variação mais brasileira, dado que nem toda a gente podia gostar da mistela da farinha de mandioca. Foi logo de principio que DJ Muamba se fez puxar dos seus galões, ligou a aparelhagem e começou a dar som às primeiras jingas do dia. O almoço estava posto, e ja estavam todos de volta da buxinha ehehehe.
Conversa para aqui e conversa para ali, os interpretes como quase sempre os mesmos, Nelson Cesar Catarina e João, os outros eram mais quase os assistentes que so tinham sido contratados para bater as palmas. A musica ouvia-se do fundo, nomes como Paulo Flores Bonga e Eduardo Paim, os reis do velho semba já se faziam ouvir na sala. O certo é que os bomboletas não saiam da mesa, só desaparecia a comida e aquele belo vinho verde, que fresquinho até estalava. Depois do fim do almoço e da respectiva aguardente velha bebida, começa a boda. A jinga do fundo quase que como empurra um preto para uma dança, e mesmo que que parado se encontrasse, aquele flow que balança na espinha não deixa ficar quieto. É aqui que Muamba que agarra na Bleza da mulher do Kwanza Norte e começam no sembão, o novo mestre da musica la da tamba, Yuri da Cunha, faz-se ouvir na frequência e no ritmo certo. Poxa, aquela velha dança muito, sempre naquele estilo de velha, aquela semba ritmada mas simples, e com a dança conservadora de outros tempos, mas nunca saindo fora de tempo, aquelas pernas parece que ficam 60anos mais novas e mexem-se sem haver amanhã. Porra pa velha, está sempre deserta para que a agarrem e comecem ali ali balança balança da jinga, lembrando os velhos tempo de camabatela, onde todo o madje que fosse na boda tinha por obrigação mostrar o muito ou pouco que sabia fazer, era quase que como um "achas que sabes dançar" de outras tarimbas.
Ter o sangue quente é ser diferente, mesmo que seja impossível de dançar é sempre passível de se sorrir.
Como diz o Léo na passada seguinte, "É bumbar bumbar, parar é conversa, não aceita mano ser kunhanga"
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
É para isto que existe Deus?
Para além de vergonhoso, é com custo que vos escrevo este "post". Este Deus existe?será isto um acto de fé?se estas mortes são um sacrifício para o bem de todos?
Se é esta uma parte do meu mundo, algo de muito errado se passa. Não quero nem posso ficar calado com isto. E não muito mais conseguirei dizer, tenho vergonha de partilhar um mundo assim.
PS: é uma questão de ao filme assistirem
Se é esta uma parte do meu mundo, algo de muito errado se passa. Não quero nem posso ficar calado com isto. E não muito mais conseguirei dizer, tenho vergonha de partilhar um mundo assim.
PS: é uma questão de ao filme assistirem
sexta-feira, 30 de julho de 2010
De feio não tinhas nada
É com alguma tristeza que reato barulho das teclas a bater para desta minha imaginação sair mais um texto. Num tom de pouca noticia e mais de uma confissão partilho que há coisas que me deixam triste. É com enorme saudade que vejo partir um dos maiores génios da comédia portuguesa. António Feio desde há muito que esteve ligado às gargalhadas de muito de nós. Muitos foram o que se riram, muitos foram o que choraram, muitos foram os que sorriram, e ainda muitos foram o que se inspiraram.
Acreditem no que vou dizer, tantas foram as "conversas da treta" de muitas discussões que nós já tivemos nesta vida fora, e quantas foram aquelas que realmente tinham o seu real valor? Das últimas entrevistas que havia visto do António, creio que mais que um sofrimento, mais que um martírio, esta doença tinha lhe trazido uma verdadeira lição de vida, e foram vários os momentos que depois de tal conclusão ele havia tentado passar a mensagem que trazia no peito.
"Vivam, cuidem-se, preocupem-se mas acima de tudo vivam!", palavras de quem com tanta facilidade sabia despontar um sorriso do outro lado, e mesmo já ciente dos ultimos passos que estava a dar nesta vida, ele não se cansava de mandar aquela piada de ocasião, leve solta e simples, toques de mestria na arte de fazer rir. Querendo eu também fazer passar a minha mensagem, aqui vos deixo o que vos quero dizer. Não deixaremos fazer o enterro deste homem, recordaremos, lembraremos, e usaremos este homem, António Feio de nome, como exemplo, de quem lutou, e sempre com um sorriso no rosto, nunca desistiu!
Aqui fica a minha eterna homenagem, por quem já ri, chorei, e ate me inspirei!um até sempre!
Ps:Aqui está uma das ultimas entrevistas do António, vale a pena ver.
Acreditem no que vou dizer, tantas foram as "conversas da treta" de muitas discussões que nós já tivemos nesta vida fora, e quantas foram aquelas que realmente tinham o seu real valor? Das últimas entrevistas que havia visto do António, creio que mais que um sofrimento, mais que um martírio, esta doença tinha lhe trazido uma verdadeira lição de vida, e foram vários os momentos que depois de tal conclusão ele havia tentado passar a mensagem que trazia no peito.
"Vivam, cuidem-se, preocupem-se mas acima de tudo vivam!", palavras de quem com tanta facilidade sabia despontar um sorriso do outro lado, e mesmo já ciente dos ultimos passos que estava a dar nesta vida, ele não se cansava de mandar aquela piada de ocasião, leve solta e simples, toques de mestria na arte de fazer rir. Querendo eu também fazer passar a minha mensagem, aqui vos deixo o que vos quero dizer. Não deixaremos fazer o enterro deste homem, recordaremos, lembraremos, e usaremos este homem, António Feio de nome, como exemplo, de quem lutou, e sempre com um sorriso no rosto, nunca desistiu!
Aqui fica a minha eterna homenagem, por quem já ri, chorei, e ate me inspirei!um até sempre!
Ps:Aqui está uma das ultimas entrevistas do António, vale a pena ver.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Se por um instante
E eis que, mais num momento me encontro, e por momento esse, por coincidência e até por mera curiosidade, visitei o quarto do meu insano colega Tiago, por inquietude fui reler os poemas com que provavelmente ele revê a sua mente, e com que reveste sua porta da camisaria e trouxa de roupa que ali guarda. Houve logo um de principio que me despertou a atenção, por ser o maior, e por estar disposto de um particular relevo, centrado perante o rodeio de todos os outros. Comecei por reparar nos autores que ali se encontravam, quase todos portugueses, e muitos até são heterónimos da nossa Grande Pessoa, li alguns pedaços, daqui dali, acolá, ora em cima ora em baixo, mas não conseguia desviar a atenção daquele que já me havia despertado interesse, como gosto de deixar sempre o melhor para ultimo, e para assim sobressair sempre uma melhor apreciação das coisas, comecei por ler, algo de um autor que seu nome já se havia entoado no meu ouvido, mas que da obra conheço muito pouco, com vocês partilho.... "Se por um instante..."
“Se, por um instante,
Deus se esquecesse de que sou uma marioneta
de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida,
possivelmente não diria tudo o que penso, mas,
certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor as coisas, não pelo que valem,
mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais,
pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos,
perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem,
acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e
gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida,
vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo,
deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração,
escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre
estrelas um poema de Mario Benedetti e uma
canção de Serrat seria a serenata que ofereceria a Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para
sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida.
Não deixaria passar um só dia sem
dizer as gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que
são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão
enganados ao pensar que deixam
de se apaixonar quando envelhecem, sem saber
que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas,
mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não
chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...
Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha,
sem saber que a verdadeira felicidade esta na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta
com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai,
o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só têm o direito de olhar um
outro de cima para baixo para ajuda-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês,
mas, finalmente, não poderão servir muito
porque quando me olharem dentro dessa maleta,
infelizmente estarei morrendo.”
“Se, por um instante,
Deus se esquecesse de que sou uma marioneta
de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida,
possivelmente não diria tudo o que penso, mas,
certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor as coisas, não pelo que valem,
mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais,
pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos,
perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem,
acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e
gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida,
vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo,
deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração,
escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre
estrelas um poema de Mario Benedetti e uma
canção de Serrat seria a serenata que ofereceria a Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para
sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida.
Não deixaria passar um só dia sem
dizer as gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que
são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão
enganados ao pensar que deixam
de se apaixonar quando envelhecem, sem saber
que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas,
mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não
chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...
Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha,
sem saber que a verdadeira felicidade esta na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta
com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai,
o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só têm o direito de olhar um
outro de cima para baixo para ajuda-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês,
mas, finalmente, não poderão servir muito
porque quando me olharem dentro dessa maleta,
infelizmente estarei morrendo.”
Porque quem cala consente!
Mais do que uma noite que passa por mim, mergulhado no estudo que não se entende, é um pensamento puro que percorre o meu pensamento, e me faz rever muito do que já vivi, e prever, pensar naquilo que ainda vou viver. É por certo que nestes momentos melancólicos em que muitas vezes me encontro, que muitas das palavras e frases que escrevo saem que nem flash's rápidos da imaginação.
Confesso que o desejo que em escrever aqui, é muito superior ao tempo que muitas vezes disponho, mas sempre que posso confesse-vos um pouco do que me vai na alma. Este texto tem a principal importância para quem ouve me escuta me olha, de quem eu já pouco sei, mas gostaria de poder saber muito mais, alguém que me conhece me sabe me adivinha, alguém que se esconde no silencio da penumbra do distante, remetendo para a sorte do destino, a resposta da pergunta que fica sempre na despedida. Sei que a resposta ao que escrevo vai ser igual a muitas outras e tantas vezes, o silêncio a ausência o inócuo o vazio.... mais do que um mero comportamento, o habito tornou-se um costume, e o costume uma mera reincidência. Como quem de velho sábio já dizia "Quem cala consente".......
Confesso que o desejo que em escrever aqui, é muito superior ao tempo que muitas vezes disponho, mas sempre que posso confesse-vos um pouco do que me vai na alma. Este texto tem a principal importância para quem ouve me escuta me olha, de quem eu já pouco sei, mas gostaria de poder saber muito mais, alguém que me conhece me sabe me adivinha, alguém que se esconde no silencio da penumbra do distante, remetendo para a sorte do destino, a resposta da pergunta que fica sempre na despedida. Sei que a resposta ao que escrevo vai ser igual a muitas outras e tantas vezes, o silêncio a ausência o inócuo o vazio.... mais do que um mero comportamento, o habito tornou-se um costume, e o costume uma mera reincidência. Como quem de velho sábio já dizia "Quem cala consente".......
terça-feira, 15 de junho de 2010
Só a titulo de curiosidade!
"...No one's gonna take me alive
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive..."
Porque me diz muito, e porque acreditarei que diga a mais alguém!
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive..."
Porque me diz muito, e porque acreditarei que diga a mais alguém!
domingo, 6 de junho de 2010
Eis que me espanto! ALF são bons e são tugas
Confesso que sou um profundo admirador do que se faz em Portugal, alguns me chamarão nacionalista com certeza, mas o orgulho que tenho em dizer a toda a gente que nasci neste cantinho do mundo não me deixa ter outras opiniões.
Isto porque, eu além de adorar musica, mais adoro e respeito, quem por esse modo se faz expressar de português para português se fazer ouvir. Acreditem e confesso que no início nunca fui muito admirador do seu estilo, incidia principalmente num estilo dos quais não faz muita da minha preferência, creio que muito influenciados pelo novo "comercial" rock britânico, e o instrumental, solos, melodias, estranhos instrumentos, era a imagem de marca do inicio de uma nova banda la pos lados da minha saudosa terra.
E eis que me espanto com a sua nova produção, mais requintados, mais selectivos, prezando pela grande língua que Camões gritou ao mundo, com sonoridades um pouco diferentes, criaram em mim uma admiração e respeito por tais musicas. Alguns são meus conhecidos, não posso dizer mesmo amigos, porque é um facto que não partilho grandes intimidades com eles, mas são meu conterrâneos, que levam o nome de Mação bem longe, e são dignos de representar Portugal seja onde for.
De mim tem o meu apoio, e espero que como eu, mais apoio virá.
Aqui vos deixo a pagina deles, ajudem e apoiem a musica Portuguesa!
http://www.myspace.com/alf002
PS: com isto junto uma musica deles que particulamente gosto!
Isto porque, eu além de adorar musica, mais adoro e respeito, quem por esse modo se faz expressar de português para português se fazer ouvir. Acreditem e confesso que no início nunca fui muito admirador do seu estilo, incidia principalmente num estilo dos quais não faz muita da minha preferência, creio que muito influenciados pelo novo "comercial" rock britânico, e o instrumental, solos, melodias, estranhos instrumentos, era a imagem de marca do inicio de uma nova banda la pos lados da minha saudosa terra.
E eis que me espanto com a sua nova produção, mais requintados, mais selectivos, prezando pela grande língua que Camões gritou ao mundo, com sonoridades um pouco diferentes, criaram em mim uma admiração e respeito por tais musicas. Alguns são meus conhecidos, não posso dizer mesmo amigos, porque é um facto que não partilho grandes intimidades com eles, mas são meu conterrâneos, que levam o nome de Mação bem longe, e são dignos de representar Portugal seja onde for.
De mim tem o meu apoio, e espero que como eu, mais apoio virá.
Aqui vos deixo a pagina deles, ajudem e apoiem a musica Portuguesa!
http://www.myspace.com/alf002
PS: com isto junto uma musica deles que particulamente gosto!
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